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Nº 24Set. 2010
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Sensor de glicose inteligente envia sms a diabéticos
29-07-2010 17:48
Lúcia Vinheiras Alves
 

Sensor implantável envia sms com informação sobre níveis de açúcar no sangue. Um dispositivo que vai agora entrar em testes em humanos e poderá revolucionar a vida de pessoas que sofrem de diabetes tipo II.  


A diabetes mellitus ou de tipo II – uma doença metabólica caracterizada por aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue – é cada vez mais frequente, sendo que a Organização Mundial de Saúde estima que afecta já 220 milhões de pessoas em todo o mundo.

Os indivíduos que sofrem deste tipo de diabetes têm de monitorizar diariamente os níveis de açúcar no sangue através do método de ‘picada no dedo’ e controlá-lo através de uma dieta saudável e exercício físico. Isto porque apesar da glicose ser a forma essencial de energia no corpo, quando em excesso pode estar na causa de graves problemas.

Por todo o mundo são vários os projectos que cientistas têm desenvolvido para melhorar a qualidade de vida destas pessoas. Agora uma equipa de cientistas da Universidade de São Diego, na Califórnia, em parceria com a empresa GlySenses anunciam ter desenvolvido um dispositivo que pode vir a revolucionar a vida de doentes com diabetes tipo II e prevenir as graves consequências da doença.

O dispositivo consiste num sensor sem fios que é implantado por baixo da pele e tem a capacidade de enviar mensagens de texto para o telemóvel sobre os níveis de açúcar no sangue, alertando os indivíduos para os perigos a que podem estar sujeitos.

De acordo com os resultados do artigo, apresentado na edição de 28 de Julho de 2010, da publicação científica Science Translational Medicine, o dispositivo foi testado em porcos com resultados positivos por um período de funcionamento superior a um ano.

«O sensor detecta a glicose através de um eléctrodo com enzimas que é baseado na detecção electroquímica diferencial de oxigénio, que reduz a sensibilidade do sensor à encapsulação pelo corpo, variações locais na perfusão micro vascular, disponibilidade limitada de oxigénio nos tecidos, e inactivação das enzimas», escrevem os cientistas no artigo.

Tecnicamente, o dispositivo baseia-se em dois sensores: um sensor de glicose no qual uma reacção química selectiva envolvendo glicose e oxigénio é monitorizada através de um detector de oxigénio electroquímico. E um segundo sensor de referência de oxigénio para detectar oxigénio nos tecidos.

Com base nos resultados dos dois sensores, o circuito electrónico determina de forma automática a diferença entre os sinais dos dois sensores e utiliza a diferença para determinar os níveis de glicose no sangue no momento.

Apesar dos bons resultados, os cientistas revelam que o novo sensor de glicose vai agora entrar numa fase de testes em humanos até que se encontre disponível no mercado.


 
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