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Nº 23Jul. 2010
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Jornal da Ciência
15-09-2006 18:00
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Google estabelece parceria em Portugal; Cooperação cultural Portugal-Brasil; Programa de Cuidados Farmacêuticos para a Diabetes ajuda portugueses; Investigação brasileira no Arquivo Histórico Ultramarino, e outros temas.

Bem-vindo ao Jornal da Ciência! Google estabelece parceria em Portugal

Google em Portugal através do estabelecimento de parceria com Holos, uma spin-off da Universidade Nova de Lisboa que nasceu em 1996, fruto do empreendedorismo de investigadores portugueses. Mais uma parceria que liga as empresas portuguesas aos líderes mundiais em Tecnologias de Informação e vem corresponder às linhas definidas no Plano Tecnológico Nacional.

A Holos é já detentora de uma importante carteira de clientes como o Grupo Impresa, a Agência Espacial Europeia e distingue-se pelo fornecimento de serviços no campo das Tecnologias de Informação e Comunicação. Para além de parceira de companhias como a Oracle ou a BrandiaCreating, a Holos é agora também uma Google Enterprise Professional.

«Nós encaramos a tecnologia Google como um suporte numa nova plataforma de suporte às nossas funções. Nós posicionámo-nos desde o início como uma empresa que desenvolve Sistemas de Apoio à Decisão e passámos a ter agora uma nova plataforma que nos auxilia e que enriquece imenso as nossas ferramentas de apoio à tomada de decisão. Portanto, nós no fundo quando instalamos software do Google e o pomos a funcionar estamos a abrir as portas para a empresa que o instala, a desenvolver novos serviços para os seus clientes e é ai que entramos fortemente no todo. A parte do desenvolvimento e da costumatização, no fundo a explorar estas novas funcionalidades que estão em aberto com a tecnologia, isto é um novo mundo muito relacionado com a gestão do conhecimento. Aquele sonho que nós procuramos na informática há muitos anos, que é de conseguir fazer a gestão do conhecimento dentro das organizações. Com esta tecnologia dá-se um novo passo na direcção, pensamos nós, certa porque nos vai auxiliar muito a criar aplicações mais inteligentes, mais fáceis e que vai ajudar o utilizador no futuro», explica Pedro Sousa, Director de Inovação da Holos.

Ser um Google Enterprise Professional é poder fornecer serviços a clientes finais com recurso à tecnologia Google de forma a facilitar a pesquisa de informação dentro das empresas: «A tecnologia Google tem 3 diferentes versões: por um lado os motores de pesquisa, por outro lado as soluções aero-espaciais (Google Maps e Google Earth) e finalmente as ferramentas de colaboração que são muito conhecidas no mercado por Gmail. Basicamente quando falamos na tecnologia Google estamos a falar da oferta daquilo que o Google desenvolveu para facilitar as empresas e as administrações públicas», refere Carlos Gracia Armendáriz, Enterprise Sales Manager Portugal e Espanha.

Esta nova tecnologia nas empresas têm à partida um grau de sucesso garantido, na medida que o motor de pesquisa da Google é conhecido e utilizado por milhões de pessoas em todo o mundo. Só em Portugal os dados indicam que 92% das pessoas fazem pesquisa no Google, com o site a apresentar 7 milhões de utilizadores portugueses por mês

«Os utilizadores das empresas utilizam o Google na sua vida diária, procuram vídeos, viagens, hotéis. Estão acostumados a pesquisar porque pesquisam informação para eles próprios. O que oferecemos é a mesma tecnologia, o mesmo motor de pesquisa dentro da empresa. Portanto, podem pesquisar qualquer informação em qualquer base de dados, em qualquer repositório, etc. Para isso não há que aprender nada porque estão muito habituados a utilizar esta forma de pesquisa», explica Carlos Garcia Armendáriz.

Através da Holos, a Google fornece uma nova plataforma a Google Search Appliance que consiste num produto integrado de hardware e software desenhado para melhorar a capacidade de pesquisa das empresas: «Não há que adquirir nada mais, esta caixa inclui todo o hardware necessário, todo o software necessário, base de dados, sistemas operativos, etc, e o próprio motor de pesquisa do Google. Aquela caixa é colocada na rede local e automaticamente começa a pesquisar. Tem uma interface para ser personalizada e pouco mais. Não é preciso fazer qualquer projecto de instalação. É imediato», afirma o representante da Google.

Na posse deste sistema integrado, a Holos vai poder criar novas aplicações de acordo com as necessidades de cada cliente: «Se a Google disponibilizar a tecnologia e a plataforma e nós em cima dessa plataforma explorarmos e criarmos novas aplicações ou novas soluções, as nossas pesquisas têm uma qualidade Google, e poderemos criar aplicações novas que as pessoas ainda não estão habituadas a utilizar usando esta nova plataforma. Nós costumamos dizer na Holos que 5% do trabalho está realizado, faltam os outros 95%. A pesquisa é umj passo que é encontrar o objecto e falta entender e falta entender o objecto e é em todo esse processo de entendimento que nós entrámos», afirma Pedro Sousa.

Apesar da parceria ser ainda recente, a Holos sabe que as empresas que têm muita informação por gerir estão atentas a este novo serviço. Empresas, como por exemplo, do ramo da banca, seguradoras, escolas e universidades.

Cooperação cultural Portugal-Brasil

Portugal e Brasil reforçam laços de cooperação cultural através da criação do Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva que tem como objectivo incentivar a criação de textos dramáticos de língua portuguesa e o surgimento de novos dramaturgos.

O protocolo foi assinado entre a Fundação Nacional de Arte do Brasil, o Instituto das Artes, o Instituto Camões e o Teatro Nacional Dona Maria II, na presença da Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima: «Nós somos dois países, Portugal e o Brasil, que tem aquilo que mais os pode aproximar em comum: a língua. Portanto, temos muitas áreas onde é mais fácil a cooperação, uma delas é exactamente a área da dramaturgia. Um dos acordos que foi hoje aqui assinado foi o acordo entre o Teatro D. Maria II e a Funarte, isto é uma espécie de instituto das artes brasileiro que vão permitir que se estreitem as relações de produção e encenação de obras portuguesas e brasileiras, cá e lá, e vai permitir uma mobilidade maior de artistas e também uma produção de dramaturgia em língua portuguesa porque trata-se de premiar obras inéditas que depois são encenadas no Teatro D. Maria II em Portugal e no teatro brasileiro correspondente no Brasil», explica a Ministra.

A grande novidade do programa, agora acordado entre os dois países, é que para além do prémio de 15 mil euros, o texto será posteriormente posto em cena com artistas portugueses e brasileiros, sendo que no caso português, o Teatro D. Maria II e o Instituto das Artes suportarão os custos de apresentação pública do espectáculo até um total de 20 mil euros.

«Não fica no papel, ele vai exactamente onde o texto teatral tem de ir que é para o palco que é pôr em cena. Ao mesmo tempo o fundo de mobilidade, que é um outro item que estamos a assinar aqui hoje, cria também uma relação muito importante no sentido desse trânsito, dessa mão dupla que deve haver entre o pensador, os pesquisadores, pessoas que trabalham nessas áreas não só com encenadores, realizadores e eventos como também na área do pensamento, da reflexão e do intercâmbio cultural», refere António Grassi- Presidente da Funarte.

A partir de agora escritores, encenadores, realizadores, músicos, pintores ou actores portugueses e brasileiros têm maior liberdade de mobilidade entre os dois países, já que as partes assinaram ainda o acordo sobre o Fundo de Mobilidade, no âmbito do Programa de Intercâmbio Cultural Portugal-Brasil.

«O Fundo de Mobilidade é um fundo financeiro que vai permitir que quer artistas individualmente considerados nas artes plásticas, na dramaturgia, na música, enfim, numa série de variantes possam candidatar-se a projectos que são previamente chancelados pelo Ministério da Cultura de cá ou de lá, o que vai facilitar a circulação possibilitando por exemplo em relação a questões como a fiscalidade, com a situação contratual, coisas desse tipo, que permite de facto e há mesmo apoio para a mobilidade, um apoio financeiro que vai permitir com certeza uma maior circulação de artistas, penso que é também uma boa aposta», afirma a Ministra.

No âmbito do mesmo Programa ficou acordado o Selo de Mérito Cultural que vai permitir reconhecer obras artísticas portuguesas e brasileiras como um produto cultural de excelência e facilitar muitas questões administrativas, fiscais e legais nos dois países.

«O selo de mérito cultural, a ideia principal é que possamos criar um selo de mérito para as actividades culturais que possam diferenciar as actividades culturais, no sentido, do tratamento de um país e outro, ou seja, um produto cultural que chega a Portugal (brasileiro que chega a Portugal) ou português ao Brasil, deve ter um olhar específico através do Selo que diz respeito a questões alfandegárias, aos vistos de trabalho, às questões da tributação. É um trabalho mais amplo porque o selo precisa também da parceria concreta de outros agentes, além dos culturais e são os ministérios das Relações Exteriores, Receita Federal, Ministério da Fazenda, portanto ele é ainda uma semente a ser desenvolvida», explica António Grassi.

Portugal e Brasil partilham da mesma ideia: quem fica a ganhar com estes acordos é a produção artística em língua portuguesa e a divulgação no resto do mundo através da arte.

Programa de Cuidados Farmacêuticos para a Diabetes ajuda portugueses

A diabetes afecta meio milhão de pessoas em Portugal e porque é uma doença que é controlada principalmente pela medicação, alimentação e estilo de vida, a Associação Nacional de Farmácias em colaboração com o Ministério da Saúde e a Ordem dos Farmacêuticos tem desde 2001 em curso o Programa de Cuidados Farmacêuticos para a Diabetes.

O programa tem como principal objectivo ajudar o diabético a controlar a doença no intervalo das consultas médicas: «O que é feito em termos de intervenção profissional é que há um seguimento periódico do doente diabético em visitas programadas à farmácia, visitas essas que têm a duração de 15 minutos em que basicamente aquilo que ocorre é uma análise de todos os dados que o doente apresenta, as queixas do doente à terapêutica que ele faz, os valores da glicemia que apresenta e mediante essa análise são identificados ou não possíveis problemas que possam estar a surgir e que são reportados precocemente ao médico», explica Suzete Costa, Coordenadora do Departamento de Programas de Cuidados Farmacêuticos.

Hoje em dia, o Programa estende-se a todas as regiões do país e envolve 425 farmácias, onde os profissionais acompanham um total de 1920 diabéticos portugueses. Para avaliar a efectividade do Programa no controlo dos doentes diabéticos, a Associação Nacional de Farmácias apresenta agora os resultados de um estudo estatístico que decorreu durante 6 meses.

«O que isto tem como consequência é conseguir que os doentes diabéticos não controlados tivessem passado a controlados ao fim de 3 meses. É essa a grande conclusão do estudo, foi de facto, ao fim de três meses, tivemos uma taxa de 21% dos doentes não controlados inicialmente, que passarem a estar controlados. Nos resultados, apesar de não ter atingido o ponto de controlo, ainda assim houve uma redução significativa dos valores da Glicemia, portanto, uma melhoria clínica», explica a especialista.

Como é que um diabético pode integrar o programa? Em geral, são os próprios farmacêuticos a solicitar aos doentes que entrem no programa. A escolha é feita tendo critérios como um maior descontrolo da diabetes ou recai em pacientes que por estarem mais descompensados podem beneficiar da intervenção. Nos pacientes que são acompanhados, quando a falta de controlo dos níveis de glicémia é identificada, os farmacêuticos entram em contacto com os médicos para reportar a situação. E o estudo indica que na maior parte dos casos, os aconselhamentos dos farmacêuticos são aceites pelos médicos.

«Desta intervenção diferenciada – nas tais visitas programadas – o que acontece é que os farmacêuticos identificam possíveis problemas relacionados com medicamentos e nós, neste estudo concreto, temos dados que foram reportados 63% dos problemas identificados, portanto há uma grande percentagem que é reportada ao médico porque são situações que provavelmente poderão requerer ajuste da terapêutica e o que aconteceu é que desses 63% em 58% os médicos ajustaram as terapêuticas. Esses ajustes foram no sentido de ajustar a dose, de subir ou reduzir a dose. Frequentemente de subir a dose porque a terapêutica não estava a ser efectiva ou de adicionar um segundo fármaco», refere Suzete Costa.

Para além de um maior controlo dos níveis de glicemia, o estudo indica ainda que o Programa contribui para a melhoria de outros parâmetros fisiológicos, como um controlo mais efectivo dos níveis de colesterol, dos triglicerídeos ou do índice de massa corporal.

Investigação brasileira no Arquivo Histórico Ultramarino

Resgatar o passado. Um passado que se lê em documentos cartográficos e iconográficos e conta a história da expansão do Brasil. Esta é a missão de Dulce Faria, investigadora Responsável da Divisão de Cartografia da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, que desde há três meses procura recolher informação no Arquivo Histórico Ultramarino, do Instituto de Investigação Científica Tropical, em Lisboa. Um trabalho, apresentado pela investigadora no Ciclo de Conferências Ciência nos Trópicos.

«Em termos de documentos cartográficos ele mostra a expansão territorial do Brasil, a questão da importância dos Governadores que estiveram no Brasil, no Mato Grosso, que tem a ver com a fronteira dos territórios que pertenciam a Espanha, na América do Sul e também dos benefícios que eles fizeram no Brasil. Nós temos uma vasta documentação do Rio de Janeiro porque no século XVIII, em 1766, o Rio de Janeiro passou a ser a capital do Brasil, antes era Salvador. Portanto, nós temos bastante documentação de Salvador e do Rio de Janeiro, obras de melhoria, obras da altura em que o Rio de Janeiro foi invadido pelos franceses em 1711, obras de reparo dos estragos que os franceses fizeram e a defesa do litoral com que os portugueses se preocuparam», explica Dulce Faria.

O trabalho agora desenvolvido no Arquivo Histórico Ultramarino em Lisboa é uma extensão do projecto Resgate Barão do Rio Grande que teve por objectivo recolher documentos históricos sobre o passado do Brasil em vários arquivos europeus: «O projecto que estou a desenvolver é sobre o inventário da documentação cartográfica, da documentação existente na cartografia do Arquivo Histórico Ultramarino que compreende a documentação iconográfica e cartográfica», refere a investigadora e adianta que «estamos inventariando, ligando a documentação com os documentos manuscritos que são ofícios mandados para o Reino de Portugal, eles viam sempre em anexo, nós estamos a tentar contratá-los e descrever cada documentação».

Ao longo da investigação, são vários os documentos que fazem parte do património do Arquivo Histórico Ultramarino que têm surpreendido a investigadora, principalmente cartas da autoria de importantes cartógrafos da altura.

«Uma que eu não esperava encontrar foi uma planta de Quilombo, que hoje em dia pertence a Salvador, essa região Itapuá que foi destruído o Quilombo pelos portugueses, as cartas dos padres matemáticos que foram fazer o levantamento da costa do Brasil desde a Colónia de Sacramento até à Costa do Estado do Rio de Janeiro, isso surpreendeu-me muito porque tem bastante documentação sobre essa parte e de Minas Gerais do Padre Diogo Soares». «As cartas da questão de Mato Grosso, as cartas do Rio de Janeiro em questão, do ponto de vista da importância do documento e da cartografia famosos, como eu mostrei aqui na conferência, que eu considero como uma das cartas importantíssimas é a carta da Baia do Guanabara, foi feita por um Cartógrafo famoso do século XVII, o maior cartógrafo do século XVII que é João Teixeira Albernaz primeiro, e também mostra a viagem pelo Rio Amazonas do Pedro Teixeira que foi um cartógrafo que foi para Espanha, era um cartógrafo português mas foi trabalhar para Espanha», explica a investigadora.

O século XVIII no Brasil é aquele que está melhor cartografado no Arquivo Histórico Ultramarino, um dos períodos de maior relevância para a história do país, altura em que foi descoberto o ouro e outros minerais importantes e foram alteradas divisões administrativas que tiveram impacto nas fronteiras geográficas. Actualmente, a investigadora está a digitalizar os documentos de maior relevância para que posteriormente possam ser publicados em catálogo no Brasil e divulgados junto de outros investigadores e do público em geral.

Ciência avança na compreensão da Doença de Alzheimer

Níveis de iões de cobre no cérebro podem prevenir desenvolvimento da Doença de Alzheimer. Um avanço científico anunciado na Conferência ‘Doenças Neurodegenerativas: Mecanismos Moleculares num Quadro Genómico Funcional’, realizada em Berlim, na Alemanha. Cientistas australianos apresentam novos avanços moleculares para compreender as causas da doença de Alzheimer e acreditam que estes poderão vir a ser novos alvos terapêuticos.

Há mais de uma década que os cientistas identificaram que uma das causas da doença de Alzheimer é o facto de uma proteína, a amilóide beta, se começar a desfragmentar levando a acumulação e depósito de fragmentos insolúveis no cérebro. De acordo com os especialistas, esta desfragmentação vai ocorrendo como um processo natural ao longo da vida, motivo que explica porque a Doença de Alzheimer surge, principalmente, nas idades mais avançadas. Robbert Cappai, investigador da Universidade de Melbourne, na Austrália, anunciou ter identificado que os níveis de iões de cálcio no cérebro apresentam-se mais baixos nestes pacientes, o que o leva a crer que os iões de cobre poderão vir a ser um possível meio de combater a degeneração.

Os cientistas sabem que os fragmentos proteicos que se acumulam no cérebro são tóxicos para as células nervosas e Robbert Cappai chegou à conclusão que níveis de iões de cobre no cérebro influenciam a formação de depósitos maléficos. No mesmo estudo, o cientista verificou que quanto mais alto o nível de iões de cobre se apresentaram nos pacientes com Alzheimer menor é a quantidade de depósitos dos fragmentos da amilóide beta.

Quase metade da população europeia não trabalha

Índice total de emprego nos 25 Estados-membros da União Europeia atingiu os 63,8% em 2005, situando-se abaixo do objectivo de 67%, definido em 2001 no Conselho de Estocolmo, da União Europeia. Portugal situou-se nos 67,5% de acordo com dados do Eurostat.

Em 2005, no relatório do Eurostat em relação à taxa de emprego é visível a discrepância entre os vários Estados-membros com diferenças percentuais que oscilam entre os 75,9% na Dinamarca e os 52,8% em Malta, sendo que Portugal coloca-se a meio da tabela com 67,5%. Em relação há quantidade de cidadãos europeus em situações laborais precários em que o trabalho temporário é uma realidade, o EUROSTAT indica que em 2005, um em cada sete europeus teve um trabalho temporário, ou seja, 14,5%. Uma situação que é também evidente em Portugal com 19,5% dos trabalhadores com empregos temporários e que piora apenas na vizinha Espanha com um índice de 33,3% e na Polónia com 25,7%.

Na generalidade, em 2005, das 380,3 milhões de pessoas em idade activa (15 ou mais anos) 197,5 milhões estavam empregadas, 19,5 milhões desempregadas e 163,3 milhões foram consideradas inactivas. Se considerarmos a quantidade de desempregados e de pessoas inactivas na Europa, das 380,3 milhões de pessoas em idade activa, 182,8 milhões não trabalha.

Luta contra a gripe das aves envolve tecnologia GPS

Transmissores por satélites incorporados em cisnes silvestres fornecem informação da posição das aves durante todo o período de migração e indicam rota entre regiões de reprodução e onde estas passam o Inverno. Investigadores utilizam GPS para conhecer as rotas das aves.

Equipa de investigadores instalou pequenos transmissores em cisnes silvestres da Mongólia que durante a migração atravessam o continente euro-asiático. Através dos transmissores e de satélite, os investigadores conseguem seguir as rotas das aves durante um largo período de tempo. O projecto envolve uma equipa de cientistas da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), do U.S. Geological Survey em conjunto com cientistas da Wildlife Conservation Society e da Mongolian Academy of Sciences (MAS).

Os investigadores esperam através dos transmissores GPS, colocados em alguns cisnes, seguir as rotas das aves e entender a função que desempenham as aves silvestres na propagação do vírus H5N1, que está na origem da gripe das aves. Conhecendo em cada momento a localização das aves é possível - em caso de alerta de ameaça das aves estarem infectadas com vírus influenza –que os Governos e as organizações de saúde accionem o alarme e tomem medidas de prevenção urgentemente.

Televisão de Ultra definição que destrona HDTV apresentada na Europa

Televisão do futuro de ultra definição transmite sensação de realidade. Estação de televisão japonesa NHK apresenta a Ultra HDTV, pela primeira vez, na Europa e estima que será comercializável em 25 anos. Para os aficionados da imagem e da televisão, que agora começam a ter contacto com o maravilhoso mundo da imagem de alta definição ou High Definition Television (HDTV), as notícias não podiam ser mais aliciantes. Investigadores da estação de televisão japonesa NHK estão a desenvolver sistemas que conseguem suportar imagens de ultra resolução, fornecidas através daquele que é já considerado como o futuro sucessor dos sistemas de HDTV, o de Ultra High Definition Television (U-HDTV).

O sistema U-HDTV tem uma resolução 16 vezes superior ao ‘ainda’ recente sistema HDTV, com 7680 x 4320 pixéis, um varrimento de 4 mil linhas o que significa um varrimento 4 vezes superior ao do HDTV e mais do que 6 vezes do comum TV PAL. O sistema na sua versão standard está ainda equipado com uma versão avançada de ultra-som com 24 canais áudio.

A U-HDTV foi apresentada no ano passado no Japão, mas os europeus assistiram agora a uma transmissão na International Broadcasting Convencion (IBC) realizada em Amesterdão, na Holanda, e confirmar a qualidade do sistema, que está preparado para transmitir ao espectador a sensação de que este faz parte da cena a decorrer na tela. Apesar dos bons resultados que a tecnologia standard (Super Hi-Vision) proporcionou, existem dois senãos: provavelmente só será lançado para o mercado daqui a 25 anos, porque actualmente não existem sistemas de transmissão de imagem ‘domésticos’ capazes de suportar imagens com tão alta resolução.

Vacinação contra a gripe aviária autorizada na União Europeia

A Comissão Europeia autoriza, à escala comunitária, duas vacinas contra a gripe aviária. Esta decisão visa garantir a disponibilidade de vacinas eficazes durante o Outono e o Inverno, períodos em que o risco de epidemia de gripe nas aves é mais elevada. A decisão da Comissão Europeia (CE) em autorizar duas vacinas contra a gripe aviária justifica-se, «tendo em conta o risco actual de reaparição da gripe nas aves quando começar a próxima estação migratória.

As duas vacinais, agora autorizadas, designadas por Nobilis Influenza H5N2 e por Poulvac FluFend H5N3 RG reduzem a mortalidade e os vírus nos excrementos dos frangos vacinados. Trata-se de vacinas inactivas adjuvantes contra a gripe das aves, que são administradas por injecção. A vacina Nobilis Influenza H5N2 é destinada às galinhas e a vacina Poulvac FluFend H5N3 RG está direccionada tanto para as galinhas como para os patos. A administração das vacinas vai apenas ser efectuada pelas autoridades veterinárias nacionais competentes no âmbito de campanhas de controlo da gripe aviária e em conformidade com a legislação da UE.

 
 

 
               
 
 
   
 
  Comparticipado pelo Instituto de Investigação Científica Tropical Projecto apoiado pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento Projecto Co-financiado pela UE - FEDER