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Lagos abre portas de novo Centro de Ciência Viva |
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01-12-2009
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| © TV Ciência |
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Percorrer a história dos Descobrimentos através do percurso pelos avanços científicos em orientação, posicionamento e navegação é o que passa a oferecer o novo Centro de Ciência Viva de Lagos. O centro estrutura-se através de módulos interactivos ‘do Astrolábio ao GPS’. Uma viagem científica que através da experimentação dá realidade à história e consolida conhecimentos teóricos do programa curricular nas escolas.
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Caravela Boa Esperança. Esta é uma réplica da que Bartolomeu Dias utilizou em 1488, quando dobrou o Cabo das Tormentas. Numa época de descobertas e de avanços científicos notáveis.
Época de encontros com outras gentes, noutros espaços em que o mar sendo um obstáculo, era o caminho.
Um caminho desconhecido em que o percurso exigiu coragem e saber, mas sobretudo levou ao desenvolvimento científico nos domínios da navegação, orientação e cartografia.
Esta aventura da navegação pode agora ser melhor compreendida e vivida, ao visitarmos o centro de Ciência Viva de Lagos. Onde, ao percorrermos vários módulos, somos conduzidos do passado até às mais modernas técnicas de localização.
«Nós temos, por exemplo, módulos sobre a orientação, como eram utilizados os instrumentos de orientação astronómica antigo, nomeadamente, os astrolábio e o quadrante. Temos módulos sobre mapas, como eram construídos os mapas, como é que os navegadores traçavam as suas rotas. Temos alguns modos também sobre a alimentação a bordo, os problemas. Havia viagens muito prolongadas, durante meses e meses. Que problemas de saúde e de alimentação é que esse tipo de viagens acarretavam. Como é que os alimentos podiam ser conservados, os diferentes tipos de conservação dos alimentos», afirma Rui Loureiro, Director Executivo do Centro Ciência Viva de Lagos.
Experimentar as técnicas de orientação com base no astrolábio e no quadrante … reconstruir cartografia e fazer a comparação com a actual … ou estudar o efeito das ondas e dos ventos na navegação.
E faina nos portos ou as artes dos nós dos marinheiros é aprendida e usada.
O Centro de Lagos, inaugurado por Mariano Gago, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é o 18º da Rede de Centros de Ciência Viva, espalhados por todo o país, e diferencia-se pela combinação da História e da Ciência.
«Relativamente a quase todos os outros centros que existem em Portugal neste momento, este centro aposta muito na história e, portanto, tem de resolver, tem um problema difícil para resolver, que é um dos problemas interessantes da museologia científica moderna, que é conseguir ser um centro de ciência que envolva (e sabemos quais são os problemas), mas que envolva pessoas de diferentes idades, culturas. Que proporcione um envolvimento directo, sensorial, motor, mas também informativo, mas que ao mesmo tempo dê a noção da história», explica Mariano Gago, Ministro da Ciência, da Tecnologia e Ensino Superior.
Um espaço de aprendizagem que vai beneficiar entre outros, os jovens estudantes de Lagos.
Benefício, a que os responsáveis escolares estão atentos.
«Ao ser inaugurado este Centro de Ciência Viva em Lagos, julgo que esta mais valia é um ganho, tanto para a comunidade, tanto para as escolas, mas principalmente para a dinâmica junto dos alunos, de uma formação que por vezes eles não têm na escola», refere Florivaldo Abundâncio, Presidente do Conselho Executivo, da Escola Júlio Dantas, Lagos.
A escola nem sempre possui instalações e condições para outras dinâmicas para alem das tradicionais salas de aula, pelo que o Centro de Ciência Viva pode ser um espaço de formação complementar.
«As acções que são desenvolvidas no Centro de Ciência Viva de Lagos vêm ao encontro de determinados currículos que são leccionados na escola. O exemplo concreto, a utilização do GPS, a física, e química, é uma das grandes utilizadoras do GPS. Eles fazem neste momento a hipótese de terem no Centro de Ciência Viva de Lagos uma prática daquilo que aprendem na Escola», adianta Florivaldo Abundâncio, Presidente do Conselho Executivo, da Escola Júlio Dantas, Lagos.
Se a escola é o espaço privilegiado de formação, os Centros de Ciência Viva podem ser considerados os laboratórios que através da experimentação sustentam os conceitos teóricos. Desta vantagem, parecem estar convencidos professores e alunos.
«Na área da história por exemplo. Nunca se pensa que um Centro de Ciência Viva poderá ter, se calhar pensa-se sempre nas ciências, nas matemáticas, nas físicas. Aqui o tema, como sabem ‘Do Astrolábio ao GPS’, pois vem ajudar por exemplo no âmbito da história, toda a história dos Descobrimentos, portanto é uma ferramenta essencial. No âmbito da física, porque vamos encontrar todos aqueles equipamentos que depois sustentam todas as teorias sobre a física. Na matemática também, nas ciências naturais. Enfim, o tema do Astrolábio ao GPS, consegue ser transversal à maioria das disciplinas, das Ciências às Humanidades», afirma Paula Couto, Presidente do Conselho Executivo da Escola Gil Eanes, Lagos.
Para além de espaço de formação para jovens é um espaço de cultura e de divulgação da história e da ciência feita por portugueses.
«Os centros e o nosso está muito direccionado para as escolas, muito direccionado para os alunos, mas também está aberto a toda a população e também, naturalmente, que será mais um equipamento a visitar pelos próprios turistas», explica Maria Joaquina Matos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lagos.
«Lagos tem milhares e milhares, cerca de 400 mil turistas por ano e nós esperamos também atrair uma grande parte desse público aqui ao nosso centro e, por isso, mesmo todos os módulos, todas as informações são dadas em português e em inglês», refere Rui Loureiro, Director Executivo do Centro Ciência Viva de Lagos.
O Centro de Ciência Viva de Lagos situa-se no centro histórico da cidade e, desta forma, é um pólo dinamizador que se insere numa politica cultural local.
«A instalação do próprio equipamento do Centro de Ciência Viva insere-se também na nossa política de dotarmos o Concelho de bons equipamentos de cultura e bons equipamentos também de educação. Temos feito um grande investimento na requalificação das escolas, portanto, temos também o projecto de uma nova Biblioteca Municipal, que para já é um projecto. E este foi o espaço que também irá complementar a nossa oferta em termos de educação, em termos de cultura», adianta Maria Joaquina Matos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lagos.
Com um custo total de 1,5 milhões de euros de comparticipação da Agência Nacional para a Divulgação Cientifica e da Câmara Municipal Lagos, o Centro de Ciência Viva deu vida a um espaço onde coloca a história e a ciência ao alcance de todos.
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