Nº 24 Set. 2010
Cultura Listar Noticias Comentar Enviar Notícia Versão Impressão
Televisão
Notícias
Tecnologia
Ciência
Cultura
Entrevistas
Telejornais
Cartoteca
Iconoteca
Documentários
Histórico de Edições
Arquivo de Vídeo
Manuscritos
Vídeo Memória
Broadcasters
Newsletter
‘Património e Ciência’ no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
04-12-2009 19:06
 
© TV Ciência
Dia dos Monumentos e Sítios fica este ano marcado pela aliança entre o Património e a Ciência. Neste dia foram muitos os que aproveitaram e entraram na descoberta do passado, resultado do engenho, arte ou ciência. Um passado presente em testemunhos como monumentos, locais, peças, instrumentos e saberes que vêm fazendo ciência como são exemplo o Arquivo Histórico Ultramarino e o Instituto de Investigação Científica Tropical.
Monumentos, … sítios … obras de arte do engenho humano ou da natureza, são património da humanidade, tais como o registo do passado e o conhecimento científico o é também.

18 de Abril - Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano dedicado ao Património e Ciência. Dia para percorrer os espaços que fazem história e onde se preservando as fontes, se constrói nova ciência.

Aqui, neste palácio do século XVIII o Instituto de Investigação Cientifica Tropical, assume identidade enquanto guardião de um vasto património científico.

«O Instituto tem à sua guarda o resultado de todas as investigações que têm sido conduzidas, no contexto, tropical. E, portanto, o Instituto dispõe de colecções científicas que são únicas não só no nosso país e até mesmo no mundo e que abrangem praticamente todas as áreas do conhecimento, quer natural quer humano», afirma Ana Cristina Martins, Investigadora Auxiliar, IICT.

O Palácio da Ega, inicialmente conhecido como Pátio do Saldanha, data do século XVI. Visitá-lo, é viajar pelo imaginário dos sons da musica na sala Pompeia.

Contemplar as pinturas decorativas do tecto, os painéis de azulejos que representam vistas das grandes cidades portuárias da Europa e pela janela sentir pelo verde, o aroma do jardim de onde se vê o Tejo.

Mas é nas paredes revestidas de gavetas que a curiosidade é despertada e de onde a vida de um passado surge como texto de uma novela dos nossos dias. É a Sala Brasil.

Mas é a Sala dos Códices que apresenta melhor a imagem de uma biblioteca com os tesouros da história.

A Sala da Índia onde a documentação de África e do Oriente em gavetas verdes se conserva, dá ao visitante uma sensação de pequenez face à riqueza do acervo que constitui o Arquivo Histórico Ultramarino.

«Estas pessoas puderam visitar, em função do Dia dos Monumentos e Sítios, puderam visitar o Palácio da Ega onde está instalado o Arquivo Histórico Ultramarino, que tem uma sala classificada como sendo de interesse público, mas todo o Palácio em si é de interesse para quem no mínimo é curioso da arquitectura moderna, da época moderna. E por outro lado, também, o próprio património que está aqui instalado. Portanto, temos uma vertente do património, quer no âmbito do património construído, mas também da documentação histórica que aqui é guardada no Arquivo», explica José Sintra Martinheira, Técnico Superior do AHU, IICT.

O Palácio foi adquirido pelo Estado em 1919 mas só em 1931 é transformado para albergar o então Arquivo Histórico Colonial, hoje designado Arquivo Histórico Ultramarino.

Os pátios e os jardins são a abertura a um espaço exterior, de uma estrutura onde a documentação repousa por áreas geográficas.

«No caso da Sala do Brasil só porque tem documentação do Brasil. No caso da Sala da Índia tem documentação da Índia mas também tem de África, Ilhas Atlânticas, Açores e Madeira, e Norte de África. Portanto, fica um pouco associado ao tipo da documentação, ao critério geográfico da documentação que tem no seu depósito», refere José Sintra Martinheira, Técnico Superior do AHU, IICT.

O Palácio Burnay também conhecido por Palácio da Junqueira ou dos Patriarcas, é livro de arquitectura, onde se reflectem diversas intervenções artísticas.

«É um edifício que ele próprio conta um bocado da história do gosto arquitectónico e dos movimentos artísticos, desde pelo menos meados do século XVIII até finais do século XIX, já com as campanhas de obras decididas por Burnay. Portanto, vemos aqui um gosto setecentista, um gosto enfim de finais do século XVIII muito com apresso das casas apalaçadas burguesas e depois, finalmente, com Burnay já um estilo mais neoclássico, ainda que tivesse outras intervenções, por exemplo, neomanuelina no caso da capela que mandou também realizar aqui neste espaço», adianta Ana Cristina Martins, Investigadora auxiliar, IICT.

Adquirido por Henri Burnay em 1880, o palácio é restaurado, ampliado e decorado com adornos, lustres e pinturas … como estas pinturas românticas nos tectos de algumas salas.

A entrada que dá acesso ao piso superior é imponente e a pintura dá ideia de relevo, despertando nos visitantes a curiosidade pela história do Palácio.

Adquirido pelo Estado nos anos 30, e actualmente ocupado pelo Instituto de Investigação Científica Tropical, permanece aberto para o presente e para reviver o passado.

«Os visitantes são conduzidos ao longo das várias salas, onde terão a possibilidade de admirar aquilo que remanesce dessa mesma intervenção do tempo de Burnay, que basicamente e infelizmente, se reduz à decoração das paredes, portanto, os alçados interiores e até mesmo dos tectos, havendo mesmo, por exemplo, alguns lustres que também subsistem desse momento», afirma Ana Cristina Martins, Investigadora auxiliar, IICT.

Monumentos de um passado rico de história, mas que continuam a dar à história novos conhecimentos, como é o caso do IICT dedicado ao saber e à ciência tropical.

                    Topo  
                Comparticipado pelo Instituto de Investigação Científica Tropical Projecto apoiado pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento Projecto Co-financiado pela UE - FEDER
A TV Ciência Estatuto Editorial Emissão Contactos Ajuda Imprensa © Copyright Publicidade Ficha técnica