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Exposição ‘A Evolução de Darwin’ na Fundação Calouste Gulbenkian |
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13-02-2009 14:58
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| © TV Ciência |
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Portugal comemora 200 anos do aniversário de Charles Darwin e 150 anos da obra a ‘Origem das Espécies’, com a abertura ao público, da Exposição a Evolução de Darwin, na Fundação Calouste Gulbenkian. Uma exposição inaugurada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, que classifica a mostra sobre a vida e obra do maior naturalista de todos os tempos, como ‘imperdível’.
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A exposição sobre a Evolução de Darwin está já de portas abertas ao público, após a inauguração pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
A exposição leva o visitante a uma abordagem pela ciência da evolução das espécies e ao mesmo tempo a percorrer a vida de Charles Darwin – o grande naturalista, aventureiro, curioso e cientista do século XIX.
«Este naturalista na altura revolucionou o saber no domínio da biologia», refere Cavaco Silva, Presidente da República.
A Exposição percorre as diversas etapas da compreensão científica da biologia. Uma compreensão baseada na observação e na experimentação, ou seja, na exploração persistente da característica humana: a curiosidade nunca satisfeita.
«Como é que é possível uma pessoa chegar tão longe, perceber tanto e modificar tanto a concepção do mundo que têm milhões de concidadãos dele?! Isso é extraordinário. E acho que isto é uma grande lição. Primeiro porque significa que nós podemos ser Darwins à nossa escala, às nossas oportunidades. Mas que esta atitude de curiosidade, de entendimento, de procura da compreensão, de sistemática, e porfiada e aturada observação, é uma atitude que devemos ter na vida para formularmos hipóteses e mudar a maneira como entendemos», adianta António Pinto Ribeiro, Ministro da Cultura.
Desde as teorias antecessoras, como as de Carl Lineu, o primeiro cientista a fazer a classificação das espécies, como retrata a obra Systema Naturae, de 1735, até às descobertas do século XX, do ADN, Cromossomas e Genes. Etapa do conhecimento que coloca à luz da ciência actual, as teorias Darwinistas.
A exposição estabelece uma ligação constante entre a obra e a personagem de Darwin.
A viagem no navio inglês Beagle, onde durante cinco anos deu volta do mundo, observando e catalogando espécies animais e vegetais, é ilustrada na exposição por maquetes realistas.
O realismo da exposição coloca no mesmo espaço alguns ambientes exóticos onde o visitante pode observar algumas espécies vivas.
Mesmo os ambientes áridos, como as Ilhas Galápagos, com iguanas e tartarugas, são aqui reproduzidos. E, desta forma, as interrogações de Darwin podem ser melhor compreendidas.
Ou seja: Que ligação existe entre certas características nos animais e o ambiente onde habitam?
A observação e a recolha de elementos levam Darwin ao estudo persistente para formular respostas. E a exposição conduz-nos ao escritório e à quinta em Down, onde revoluciona os saberes da época com a obra ‘A Origem das Espécies’.
A exposição é portuguesa, tendo sido apenas 30% adquirida junto do Museu de História Natural de Nova Iorque. Uma exposição impressionante pela dimensão, mas, principalmente, pela dinâmica, a narrativa, qualidade científica e artística.
«É bom que os nossos jovens, as escolas, possam visitar esta exposição. É qualquer coisa que nos enche de orgulho, presenciar uma exposição de nível internacional, claramente, não ficará, com certeza, atrás de outras que por este tempo são feitas por outras partes do mundo», adianta Cavaco Silva, Presidente da República.
Com um custo de 1,3 milhões de euros, a exposição nasce da colaboração entre vários parceiros, como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Agência Ciência Viva e a Câmara Municipal de Oeiras. É neste município, que a exposição irá, no final de 2011, integrar um Museu de Ciência.
«De acordo com a avaliação que fizemos, parece-nos que esta exposição podia constituir o embrião desse museu de ciência. Portanto, comparticipámos, a Câmara Municipal de Oeiras participou com 500 mil euros na realização da exposição. E a parceria, o acordo que estabelecemos é no sentido de, depois da itinerância da exposição irá ficar residente em Oeiras, numa primeira fase na Fábrica da Pólvora em Barcarena, onde está a ser construído o edifício que irá acolhê-la e mais tarde, é nosso propósito, levá-la para a zona do centro de Oeiras, mais propriamente na Estação Agronómica Nacional», afirma Isaltino Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras.
A Exposição estará aberta ao público até final de Maio de 2009 e até 2011 andará em itinerância por outras cidades nacionais e estrangeiras.
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