Nº 24 Set. 2010
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A Evolução geológica e da vida na Terra em Exposição
23-12-2009 15:47
 
© TV Ciência
Cem metros de parede ilustram a cronologia da evolução do Planeta Terra e descrevem o surgimento da vida. Esta é a base da exposição a ‘Aventura da Terra’, no Museu Nacional de História Natural em Lisboa.
O inicio começa aqui quando do Big Bang, as reacções, a criação das estrelas, as galáxias e a composição química do Universo … uma visão que nos leva ao surgimento do planeta Terra.

O planeta que habitamos e que até hoje teve a aventura de mais de quatro mil e seiscentos milhões de anos.

Uma viagem no tempo apresentada na exposição a Aventura da Terra, no Museu Nacional de História Natural em Lisboa e que o Presidente da Republica inaugura.

«Uma exposição interessantíssima», afirma o Presidente da República, Cavaco Silva e adianta que «vim aqui como um visitante interessado, menos do que como Presidente da República, porque já tinha uma descrição destes 100 metros, em cada metro são 50 milhões de anos em que nos permite começar quando a Terra surgiu até aquele momento que são os últimos cinco centímetros em que o Ser Humano aparece».

A exposição estende-se ao longo de um friso cronológico com cem metros composto por três eixos: o do tempo, o geológico e o da vida. «Isto permite uma reflexão que deve ser feita sobre o relacionamento da humanidade com o planeta onde vive», explica Cavaco Silva e acrescenta que, «a geração actual não é dona da Terra é apenas habitante temporário da Terra. E por isso deve ter muito cuidado no tratamento deste legado histórico e esta exposição chama a atenção da responsabilidade que cabe a todos».

A evolução do planeta dá-se através de sucessivas ocorrências geológicas e por efeitos diversos como o impacto dos meteoritos, o vulcanismo, as glaciações, a formações de montanhas, mas também por eventos biológicos.

«O super continente UR, onde na beira dos oceanos apareciam estas estruturas que são conhecidas e chamam-se os estromatólitos, que no fundo correspondem a diferentes camadas de cianobactérias que são capazes de fixar o CO2, utilizar a luz solar e libertar o oxigénio», explica Maria Amélia Martins-Loução, Coordenadora do Projecto Expositivo e adianta que, «outra coisa interessante que as pessoas não pensam nem têm consciência é que nessa altura não havia oxigénio, o oxigénio livre na atmosfera. Portanto, o oxigénio quando surgiu aos 2 mil 200 milhões de anos, e ai mesmo assim foi com um nível baixíssimo de oxigénio, foi um tóxico, os organismos tiveram de se adaptar para conseguir viver num sistema que tinha oxigénio».

A Aventura da Terra é também a aventura de muitos seres biológicos e destes, os dinossauros são os que maior curiosidade desperta aos visitantes.

«Aqui é o Jurássico, é a zona toda do apogeu dos Dinossauros», explica Maria Amélia Martins-Loução e adianta que «entre os 250 milhões que eles aparecem até aos 60 milhões, temos a grande diversidade de dinossauros. E aparecem também, cerca dos 150 milhões de anos os mamíferos e as plantas com flor».

Com seis globos que ilustram as fases de evolução da Terra, a exposição ajuda-nos também na compreensão dos elementos fundamentais que levam a matéria a tornar-se vida.

Com recurso à infografia, a descrição científica torna-se aqui acessível a todos. A exposição a Aventura da Terra, no Museu Nacional de História Natural, estará aberta ao público até Dezembro de 2011.

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