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Aplicações à escala nano podem impulsionar economia mundial |
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01-06-2010 09:35
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Jornalista: Lúcia Vinheiras Alves / Edição: António Manuel |
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OCDE alerta que motor das economias está no desenvolvimento de produtos inovadores e EUA anuncia forte aposta na investigação de aplicações nanotecnológicas. Uma tendência também seguida na Europa.
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A nanotecnologia é uma das grandes apostas em Investigação dos EUA, com um orçamento Federal para 2011 de 1,7 mil milhões de dólares, a acrescentar aos 12 mil milhões de dólares já investidos desde 2001.
Os EUA pretendem com a Iniciativa Nacional de Nanotecnologia, uma área que cruza diversas disciplinas, levar ao desenvolvimento de aplicações à escala nano.
«Não é apenas física, não é apenas química, não é apenas biologia, não é apenas engenharia, porque é um aspecto fundamental de matéria que se começa a tentar controlar e usar para uma grande variedade de aplicações. Entra-se em quase todas as disciplinas científicas para olhar para isto e na verdade algumas das melhores aplicações de nanotecnologia são aquelas que fazem a ponte entre todas as diferentes disciplinas», explica Clayton Teague, Director do Departamento de Coordenação da Iniciativa Nanotecnologia Nacional, nos EUA.
E uma aplicação é a Medicina, onde a nanotecnologia aparece como a base para uma nova revolução. «Existe um grande número de implicações para melhorar o tratamento médico, o diagnóstico médico e até para melhorar as propriedades dos implantes», refere o Director.
Os cientistas estão já a estudar dispositivos à escala nano para melhorar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças. Os cientistas manipulam à escala nano gases, líquidos ou sólidos, que contêm diferentes propriedades magnéticas. Uns são condutores de calor ou de electricidade, outros quimicamente mais reactivos, podem mudar de cor ou reflectir a luz.
Um exemplo, são os pontos quânticos, cristais semi-condutores que mudam de cor conforme a dimensão e que podem ser utilizados numa cirurgia permitindo aos médicos identificar tecidos doentes com maior precisão.
Cápsulas nano, podem vir a viajar até ao interior de uma célula e, desta forma, serem veículos para uma terapêutica de precisão.
«O que acontece dentro das células, o que acontece dentro de qualquer coisa na biologia, uma grande proporção dessas coisas, acontece à escala nano. E por causa disso, uma das aplicações que está a ser desenvolvida é pegar em esferas à escala nano de ouro ou de outros metais e usá-las para conterem, por exemplo, um agente de quimioterapia específico que pode ser uma cápsula à escala nano e, devido à escala nano, consegue passar ao longo da corrente sanguínea muito naturalmente e com certas proteínas e outros agentes biológicos anexados à cápsula, esta pode ser feita para alcançar alvos específicos de certas partes do corpo», explica o especialista.
Mas há muitas aplicações onde a nanotecnologia promete intervir. A indústria automóvel já está a aplicar nanopartículas e nanofibras para tornar os materiais mais fortes, leves e duráveis. As raquetes de ténis e os tacos de basebol são áreas onde a nanotecnologia está presente.
Mas é na computação e na informática que a nanotecnologia tem tido um impacto mais visível com dispositivos electrónicos, magnéticos e ópticos, à escala nano, mais potentes e de maior eficiência energética.
A União Europeia possui também uma estratégia no domínio da Investigação e desenvolvimento em nanotecnologia. Entre 2002 e 2006, o 6º Programa-quadro da União Europeia financiou 550 projectos em nanotecnologia, num total de 1,4 mil milhões de euros, e no 7º Programa-quadro, o investimento previsto, para o período de 2007 a 2013, é de 3,5 mil milhões de euros.
Com estes Investimentos públicos a União Europeia pretende reforçar a investigação em nanotecnologia e respectivo desenvolvimento de aplicações comerciais.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aponta na ‘Estratégia para a Inovação’, que só é possível ultrapassar a crise económica mundial através de um forte investimento na inovação e no empreendedorismo.
E o Investimento público, refere a OCDE, é essencial, em áreas onde estão em causa as doenças infecciosas e o ambiente, mas também é fundamental para o crescimento dos mercados inovadores, onde a nanotecnologia pode vir a desempenhar um papel central.
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