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Cluster do Mar no centro da I Cimeira Portugal – Cabo Verde |
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09-06-2010 18:43
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Jornalista: Lúcia Vinheiras Alves / Imagem e Edição: António Manuel |
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| ©TV Ciência |
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Portugal e Cabo Verde entram num novo capítulo de cooperação com a realização da I Cimeira Luso-cabo-verdiana. Uma Cimeira que deu especial atenção à cooperação económica e criação de um Cluster do Mar.
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No Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, Primeiro-ministro José Sócrates recebe homólogo Cabo-verdiano, para a I Cimeira Portugal-Cabo Verde.
A Cimeira começa com a apresentação de honras militares, hinos dos dois países e a fotografia oficial das duas comitivas.
A Cimeira permitiu aos dois países estabelecer novos acordos de cooperação e reforçar os já existentes. Para José Sócrates, os novos acordos vão impulsionar o desenvolvimento económico dos dois países.
«A Cooperação tem hoje uma nova ambição. Tem hoje novas áreas de desenvolvimento que se centram nas energias renováveis, na área da educação e da aplicação das Tecnologias de Informação e Comunicação à educação e à escola, ao Plano Tecnológico Escolar e finalmente à área do mar. A isto chama-se abrir um novo capitulo na nossa Cooperação, um novo capítulo ao serviço do desenvolvimento dos dois povos, um novo capítulo à altura daquilo que é uma Cimeira histórica», afirma José Sócrates.
Para o Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, o reforço da cooperação nas energias renováveis pode favorecer a presença das empresas portuguesas e cabo-verdianas na África Ocidental.
Mas o líder de Cabo Verde lembra que a cooperação económica vai passar, essencialmente, pelo Cluster do Mar. «Um domínio em que constatamos que Cabo Verde tem futuro e em relação ao qual, como Portugal, podemos estabelecer fortes parcerias para desenvolver fortes dinâmicas de crescimento e de parcerias entre empresas portuguesas e empresas cabo-verdianas, sobretudo para investigação, para o desenvolvimento de indústrias, para produção de energia e para que possamos gerar efectivamente novas dinâmicas de competitividade naquela região», afirma José Maria Neves.
E o aproveitamento conjunto do mar é também reforçado por José Sócrates, adiantando que «quero também sublinhar a importância que tem e que ambos os Governos atribuem à cooperação no domínio do mar, ao desenvolvimento de um Cluster industrial no mar, ao desenvolvimento de parcerias que visem a I&D dos recursos marinhos. Abrimos hoje essa nova área de Cooperação que visa responder às novas oportunidades que o mar e o cluster industrial do mar proporcionam a ambos os países».
E foram vários os protocolos assinados naquela que é a I Cimeira de governos entre Portugal e um país africano de língua portuguesa, nomeadamente, um acordo de cooperação no domínio do turismo, um protocolo de assistência mútua administrativa referente ao imposto sobre rendimento, a criação de um grupo de trabalho técnico para as áreas da economia de defesa e da economia do mar e um memorando para a promoção da igualdade do género.
O Governo Português compromete-se a colocar um leitor de língua e cultura portuguesa na Universidade de Cabo Verde, a assegurar a cooperação técnica no domínio da normalização contabilística e a desenvolver uma cooperação estreita entre a Biblioteca Nacional de Portugal e o instituto congénere cabo-verdiano.
Destaca-se ainda a assinatura do protocolo que prevê a digitalização e disponibilização de documentação relativa ao Património Arquivístico Comum.
Em relação a este último protocolo, Ana Canavilhas, Ministra da Cultura explica que «os objectivos são o domínio comum da nossa memória documental. A Torre do Tombo tem no seu acervo uma série de documentos que são preciosos também para a consolidação da história de Cabo Verde, que nós nos comprometemos a digitalizar e a fornecer a Cabo verde. E da mesma forma, o que estiver nos acervos de Cabo Verde poderá vir a enriquecer os nossos acervos, sobretudo, o que disser respeito à Cidade Velha de Santiago, que já é Património Mundial e sobre a qual nós temos responsabilidades acrescidas».
Na Cimeira os governantes dos dois países reafirmam também a importância da promoção da língua portuguesa enquanto língua de conhecimento, de ciência, de comunicação e instrumento multicultural.
Foi ainda decidido que a Cimeira passará a ser bienal acompanhada de reuniões de consulta política entre os dois Governos.
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