Nº 24 Set. 2010
Notícias Listar Noticias Comentar Enviar Notícia Versão Impressão
Televisão
Notícias
Tecnologia
Ciência
Cultura
Entrevistas
Telejornais
Cartoteca
Iconoteca
Documentários
Histórico de Edições
Arquivo de Vídeo
Manuscritos
Vídeo Memória
Broadcasters
Newsletter
Cluster do Mar no centro da I Cimeira Portugal – Cabo Verde
09-06-2010 18:43
 
Jornalista: Lúcia Vinheiras Alves / Imagem e Edição: António Manuel
©TV Ciência
Portugal e Cabo Verde entram num novo capítulo de cooperação com a realização da I Cimeira Luso-cabo-verdiana. Uma Cimeira que deu especial atenção à cooperação económica e criação de um Cluster do Mar.
No Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, Primeiro-ministro José Sócrates recebe homólogo Cabo-verdiano, para a I Cimeira Portugal-Cabo Verde.

A Cimeira começa com a apresentação de honras militares, hinos dos dois países e a fotografia oficial das duas comitivas.

A Cimeira permitiu aos dois países estabelecer novos acordos de cooperação e reforçar os já existentes. Para José Sócrates, os novos acordos vão impulsionar o desenvolvimento económico dos dois países.

«A Cooperação tem hoje uma nova ambição. Tem hoje novas áreas de desenvolvimento que se centram nas energias renováveis, na área da educação e da aplicação das Tecnologias de Informação e Comunicação à educação e à escola, ao Plano Tecnológico Escolar e finalmente à área do mar. A isto chama-se abrir um novo capitulo na nossa Cooperação, um novo capítulo ao serviço do desenvolvimento dos dois povos, um novo capítulo à altura daquilo que é uma Cimeira histórica», afirma José Sócrates.

Para o Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, o reforço da cooperação nas energias renováveis pode favorecer a presença das empresas portuguesas e cabo-verdianas na África Ocidental.

Mas o líder de Cabo Verde lembra que a cooperação económica vai passar, essencialmente, pelo Cluster do Mar. «Um domínio em que constatamos que Cabo Verde tem futuro e em relação ao qual, como Portugal, podemos estabelecer fortes parcerias para desenvolver fortes dinâmicas de crescimento e de parcerias entre empresas portuguesas e empresas cabo-verdianas, sobretudo para investigação, para o desenvolvimento de indústrias, para produção de energia e para que possamos gerar efectivamente novas dinâmicas de competitividade naquela região», afirma José Maria Neves.

E o aproveitamento conjunto do mar é também reforçado por José Sócrates, adiantando que «quero também sublinhar a importância que tem e que ambos os Governos atribuem à cooperação no domínio do mar, ao desenvolvimento de um Cluster industrial no mar, ao desenvolvimento de parcerias que visem a I&D dos recursos marinhos. Abrimos hoje essa nova área de Cooperação que visa responder às novas oportunidades que o mar e o cluster industrial do mar proporcionam a ambos os países».

E foram vários os protocolos assinados naquela que é a I Cimeira de governos entre Portugal e um país africano de língua portuguesa, nomeadamente, um acordo de cooperação no domínio do turismo, um protocolo de assistência mútua administrativa referente ao imposto sobre rendimento, a criação de um grupo de trabalho técnico para as áreas da economia de defesa e da economia do mar e um memorando para a promoção da igualdade do género.

O Governo Português compromete-se a colocar um leitor de língua e cultura portuguesa na Universidade de Cabo Verde, a assegurar a cooperação técnica no domínio da normalização contabilística e a desenvolver uma cooperação estreita entre a Biblioteca Nacional de Portugal e o instituto congénere cabo-verdiano.

Destaca-se ainda a assinatura do protocolo que prevê a digitalização e disponibilização de documentação relativa ao Património Arquivístico Comum.

Em relação a este último protocolo, Ana Canavilhas, Ministra da Cultura explica que «os objectivos são o domínio comum da nossa memória documental. A Torre do Tombo tem no seu acervo uma série de documentos que são preciosos também para a consolidação da história de Cabo Verde, que nós nos comprometemos a digitalizar e a fornecer a Cabo verde. E da mesma forma, o que estiver nos acervos de Cabo Verde poderá vir a enriquecer os nossos acervos, sobretudo, o que disser respeito à Cidade Velha de Santiago, que já é Património Mundial e sobre a qual nós temos responsabilidades acrescidas».

Na Cimeira os governantes dos dois países reafirmam também a importância da promoção da língua portuguesa enquanto língua de conhecimento, de ciência, de comunicação e instrumento multicultural.

Foi ainda decidido que a Cimeira passará a ser bienal acompanhada de reuniões de consulta política entre os dois Governos.

                    Topo  
                Comparticipado pelo Instituto de Investigação Científica Tropical Projecto apoiado pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento Projecto Co-financiado pela UE - FEDER
A TV Ciência Estatuto Editorial Emissaõ Contactos Ajuda Imprensa © Copyright Publicidade Ficha técnica