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Identificados genes que contribuem para malária cerebral |
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16-06-2010 21:07
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Lúcia Vinheiras Alves |
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| ©TV Ciência |
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Cientistas identificam dois genes relacionados com o desenvolvimento da malária cerebral em crianças angolanas. A investigação, liderada por um cientista do IGC, pode ajudar a prevenir desenvolvimento da doença.
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Existem certas pessoas que, quando infectadas pelo parasita Plasmodium falciparum apresentam mais tendência para desenvolver formas graves de malária, como malária cerebral, enquanto outras são apenas afectadas por sintomas leves.
Os cientistas sabem que esta predisposição está intimamente relacionada com factores genéticos que influenciam a forma como os humanos reagem à infecção por este parasita.
Agora, uma equipa de cientistas internacional, liderada por Carlos Penha-Gonçalves, investigador principal do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em Oeiras, identificou variantes dos genes TGFB2 e HMOX1 como estando relacionadas com o desenvolvimento de malária cerebral em crianças angolanas.
O estudo foi conduzido em Luanda e envolveu 749 crianças entre os seis meses e 13 anos e respectivas mães. «Deste grupo faziam parte crianças saudáveis, crianças com sintomas de malária cerebral, crianças com malária severa (mas que não desenvolviam malária cerebral) e pacientes assintomáticos», explica Rosário Sambo, primeira autora do artigo.
«Usando técnicas de mapeamento genético, estudámos variações nas sequências de ADN de vários genes, incluindo as de TGFB2 e HMOX1, e investigámos a sua prevalência nos vários grupos de pacientes».
Os cientistas verificaram a prevalência destes dois genes específicos nas crianças angolanas em estudo que tinham desenvolvido malária cerebral e concluíram que estes genes contribuem para o desenvolvimento da doença.
Os resultados do estudo, publicados na revista científica Plos One, podem, como afirma Carlos Penha-Gonçalves, abrir «portas para futuros estudos de associação genética e funcionais noutras populações. Desta forma será possível determinar o papel exacto destes genes no desenvolvimento da malária cerebral».
Resultados que podem vir a ser essenciais para desenvolver formas de prevenção, como refere o investigador do IGC. «No futuro, esta colecção de variantes genéticas pode ser usada para identificar atempadamente pacientes mais susceptíveis a esta manifestação da malária e prevenir o seu desenvolvimento».
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