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CERN abre portas a novos Estados-membros não europeus |
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18-06-2010 19:14
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Lúcia Vinheiras Alves |
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| ©CERN |
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Porque a física de partículas é uma área cada vez mais globalizada e os grandes projectos exigem investimentos avultados, CERN adopta medidas para abrir as portas da Organização a novos Estados não europeus.
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Chipre, Israel, Sérvia, Eslovénia e Turquia já submeteram as aplicações para se tornarem Membros Associados da Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN) e o Conselho do CERN anuncia que estas aplicações se encontram sobre verificação técnica.
Mas hoje, 18 de Junho de 2010, o Conselho do CERN revelou querer abrir as portas da organização a outros países, acordando por unanimidade que «todos os Estados devem ser elegíveis para ser tornarem Estados-membros, independentemente da sua localização geográfica».
No ‘Relatório sobre o Alargamento Geográfico do CERN’, o grupo de trabalho considera que «à luz da cada vez maior globalização da ciência e da necessidade de financiamento global para grandes projectos em física de partículas, limitar os Membros Associados aos Estados Europeus já não pode ser justificado e o acesso deve ser possível para qualquer Estado, seja ou não Europeu».
Uma decisão que para Michel Spiro, Presidente do Conselho do CERN, citado em comunicado da Organização, «é um marco na história do CERN e um salto gigante para a física de partículas. Reconhece a cada vez maior globalização desta área e o importante papel que o CERN desempenha a nível mundial».
Mas o Grupo de Trabalho refere ainda, que «a maioria dos Estados-membros devem ser europeus», afim de se «respeitar a fundação europeia e de manter o carácter europeu do CERN».
Nos pontos hoje acordados, o Conselho do CERN indica ainda que o estatuto de um novo Estado-membro deve ser introduzido «para permitir que os Estados não-membros estabeleçam ou intensifiquem as suas ligações institucionais com a Organização».
Uma decisão que para Rolf Heuer, Director-geral do CERN, « contribui para criar as condições que vão permitir ao CERN ter um papel global em quaisquer futuras instalações, independentemente de onde se encontrem no mundo».
O Conselho definiu ainda que é necessário um maior empenho na definição de um plano a médio prazo que preveja a manutenção de um programa de investigação vibrante durante a actual época de austeridade financeira, assim como, a aprovação do novo Código de Conduta do CERN.
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