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Cientistas divulgam avanços na protecção de produtos em armazém |
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02-07-2010
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Lúcia Vinheiras Alves |
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| ©TV Ciência |
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Fitossanidade de produtos em armazém leva centenas de investigadores de todo o mundo ao Centro de Congressos do Estoril. Num debate sobre pragas mas com fortes implicações económicas
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Conferência Internacional reúne no Estoril investigadores e a indústria especializada no armazenamento de produtos alimentares duráveis, de mais de 25 países.
O objectivo é debater os avanços científicos sobre um tema que é factor chave na protecção de produtos, tais como os grãos, legumes, especiarias, frutos secos, plantas medicinais e alimentos para animais, entre outros.
Debate que é centrado num tema, como explica o investigador do Instituto de Investigação Científica, Eduardo Leitão: «que é a fitossanidade dos produtos armazenados e de toda a protecção do produto quando já está em armazém compreendendo meios de luta naturais, biológicos e alternativas aos métodos tradicionais são todos passados em revista mas num grande chapéu que é a protecção do produto no armazém».
Durante a conferência diferenciaram-se abordagens científicas entre os investigadores ao repercutirem estudos sobre locais diferentes de armazenamento e de produto para produto. Abordagens que se justificam, como refere Eduardo Leitão: «cada continente tem as suas pragas próprias, há algumas que são comuns, mas há especificidades próprias até do que se fez anteriormente pode ter contribuído para alterar e fenologia. A ecologia da própria praga».
Esta conferência que tem como principal organizador o Instituto de Investigação Científica Tropical tem logo na sua génese um objectivo fundamental, afirma o investigador: «criam-se depois sinergias entre os investigadores e os industriais armazenistas que estão ligados à temática evitando uma duplicação de trabalhos e descobrem-se sinergias na colaboração de uns com os outros».
Uma colaboração que também deve ser feita entre países dado que é na movimentação dos cereais e de outros produtos entre países que se colocam alguns perigos, dado que «se passam pragas de continente para continente e nós sabemos que isso tem acontecido não só com pragas mas com doenças de plantas e de animais e aqui o controlo terá de ser ao nível dos serviços fitossanitários de cada país, do pais exportador como do país importador», refere o investigador do IICT, Eduardo Leitão.
O controlo fitossanitário dos produtos é também um problema económico dado os níveis elevados de perdas que as pragas provocam nos produtos, sobretudo em países subdesenvolvidos, para o investigador este é um problema, referindo que: «muita da produção perde-se depois de estar armazenada e se aí não se aplicam os meios adequados para protecção desses produtos».
O investigador acrescenta ainda que: «esses países são países com maiores problemas financeiros têm sempre mais dificuldade em aplicar as novas técnicas e tecnologias que existem nos países ditos mais avançados e portanto as perdas são sempre maiores podendo-se perder mais de 30% da produção».
Muitas das comunicações no congresso abordaram técnicas testadas para um melhor controlo das pragas durante o transporte dos produtos e o armazenamento em regiões com diferentes ambientes e condições de acondicionamento.
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