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Nº 36
outubro 2014
Notícias
Incidência da tuberculose diminui em Portugal
25-03-2013 
Lúcia Vinheiras Alves
© TV Ciência
A incidência da tuberculose em Portugal diminuiu 6,1% entre 2011 e 2012 mas mesmo assim foram diagnosticados 2286 novos casos e verificou-se uma redução da taxa de cura nos últimos anos do tratamento.
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De acordo com dados provisórios da Direção-geral de Saúde a taxa de incidência da tuberculose em Portugal diminuiu de 23 casos por 100 mil habitantes em 2011 para 21,6 casos por 100 mil habitantes em 2012.

De acordo com informação disponível no relatório sobre o Ponto da Situação Epidemiológica e de Desempenho, do Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose, da Direcção-Geral de Saúde, «apesar de se continuar a assistir a uma diminuição constante da taxa de incidência, Portugal continua a ser um país de incidência intermédia – o único da Europa Ocidental».

O relatório apresentado a 24 de Março de 2013 – Dia Mundial da Tuberculose – indica ainda que apesar da taxa de incidência da tuberculose estar a diminuir em Portugal, em 2012 foram diagnosticados 2480 casos de tuberculose no país.

Destes 2480 casos, 2286 correspondem a novos casos, 151 a indivíduos que tiveram recidivas, 36 a casos decorrentes de interrupção do tratamento e 7 de insucesso da terapêutica.

Em relação à distribuição dos casos de tuberculose pelo país, verifica-se que o Porto é a cidade que apresenta uma maior taxa de incidência com 36,81 casos por 100 mil habitantes, seguido de Lisboa com 33,5 por 100 mil habitantes, de Viana do Castelo com 27,77 por 100 mil habitantes e de Setúbal com 23,73 por 100 mil habitantes.

O relatório revela ainda que dos 2480 casos de tuberculose registados em 2012, 65% são do sexo masculino e 35% do sexo feminino, atingindo principalmente indivíduos com idades compreendidas entre os 35 e 44 anos.

Porque a tuberculose pode manifestar-se de várias formas, ou seja, atingindo diferentes parte do corpo, o relatório indica que se verificou que «em 72,5% dos casos de doença houve envolvimento pulmonar, dos quais 6,53% tinham atingimento de outros órgãos. Dos 682 casos com envolvimento exclusivamente extrapulmonar, 31,23% eram tuberculoses pleurais e 25,95% eram linfáticas extratorácicas».

Para além disso, «as manifestações intracranianas têm vindo a sofrer uma diminuição, 2,35%, assim como as formas disseminadas, com 3,81% dos casos de tuberculose extrapulmonar».

No que diz respeito às taxas de deteção e cura, o relatório indica que Portugal tem mantido a taxa de deteção acima dos objetivos propostos, mas tem vindo a assistir-se a uma redução da taxa de cura nos últimos anos do tratamento.

Em 2012, verificou-se ainda a morte de 117 pessoas durante o tratamento de tuberculose, sendo que 20,5% destes indivíduos tinham dependência de álcool, 16,2% eram utilizadores de drogas e 11,1% estavam infetados pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).

Os especialistas no relatório indicam que «incidência global de tuberculose suscetível e multirresistente continua a diminuir», no entanto, revelam que assistimos «a uma tendência preocupante de diminuição da proporção de casos confirmados em tratamento, assim como, da taxa de cura dos casos de tuberculose pulmonar».

Atenção à tuberculose extrapulmonar no espaço europeu

Também ao nível europeu, o Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (sigla em inglês, ECDC) em colaboração com o Escritório Regional Europeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) apresentaram o Relatório de Vigilância e Monitorização da Tuberculose na Europa 2013.

Os dados no relatório dizem respeito ao ano de 2011 e indicam que foram registados 72 mil casos de tuberculose, representando uma diminuição de 4% relativamente a 2010.

Apesar da diminuição, o Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças mostra-se preocupado com os casos de tuberculose extrapulmonar, ou seja, casos em que a doença manifesta-se fora dos pulmões, sendo por isso mais difícil de diagnosticar.

Na União Europeia a tuberculose extrapulmonar afeta uma em cada cinco pessoas diagnosticadas com tuberculose e o relatório revela que ao contrário da tuberculose pulmonar, este tipo de tuberculose não apresenta tendência de diminuição.

Por outro lado, apesar da tuberculose extrapulmonar não ser muito infeciosa, contribui de forma significativa para a morbidade relacionada com a tuberculose e pode provocar complicações ao longo da vida.

Marc Sprenger, Diretor da ECDC explica, citado em comunicado do ECDC que: «o nosso principal objetivo é reduzir a transmissão por tuberculose com diagnósticos precoces e adequado tratamento da tuberculose pulmonar. Isto é essencial para eliminar a tuberculose».

No entanto, o Diretor do ECDC chama a atenção que «em 2011, 22% de todos os pacientes notificados na União Europeia e no Espaço Económico Europeu tiveram tuberculose extrapulmonar, que pode afetar qualquer órgão do corpo tornando o diagnóstico particularmente difícil para médicos e pacientes».

Por isso, alerta o especialista: «não nos podemos esquecer dos doentes com tuberculose extrapulmonar», já que «este grupo é normalmente negligenciado nas estratégias de controlo da tuberculose».

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