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Nº 36
outubro 2014
Notícias
FOOD I&DT: Inovadores projetos de investigação na área alimentar
17-04-2013 
Jornalista: Lúcia Vinheiras Alves / Imagem e Edição: António Manuel
© TV Ciência
Fiambre de pescado, pickles de fruta ou queijo com nanopartículas de plantas aromáticas são alguns dos projetos de investigação inovadores na área alimentar apresentados no espaço FOOD I&DT, da Feira Alimentaria & Horexpo 2013, em Lisboa.
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Projetos desenvolvidos em universidades, institutos politécnicos e centros de investigação, que resultaram em novos produtos alimentares ou em novas tecnologias são apresentados no espaço FOOD I&DT, da Feira Alimentaria & Horexpo Lisboa – Salão Internacional da Alimentação, Hotelaria e Tecnologia para a Indústria Alimentar.

O objetivo da iniciativa, que vai já na segunda edição, é dar a conhecer projetos inovadores na área alimentar com elevado potencial de comercialização, por forma a atrair parceiros empresariais para que no futuro possam entrar no mercado nacional e internacional.

Na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, os investigadores desenvolveram um software para ser utilizado por dietistas, nutricionistas e profissionais da restauração que permite fazer o cálculo nutricional, por exemplo, de uma receita.

Com esta ferramenta poderá ser possível aos restaurantes apresentarem na ementa a quantidade de calorias, proteínas ou hidratos de carbono de cada uma das refeições.

Da Escola de Turismo e Tecnologia do Mar, do Instituto Politécnico de Leiria, surge uma nova sugestão alimentar, o FisHam ou fiambre de pescado. Por enquanto, o fiambre que apresentou maior aceitação do público é desenvolvido à base de pescada ou salmão e apresenta-se como uma alternativa aos fiambres derivados de carne de porco, peru ou frango.

Outra solução alimentar inovadora foi produzida por investigadores da Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica do Porto, e baseia-se na utilização de nanopartículas que contém, por exemplo, óleos essenciais extraídos de plantas aromáticas como a carqueja ou o manjerico, que são encapsuladas em alimentos como queijos, manteiga ou produtos cárneos.

O objetivo desta nova solução é que, ao longo do tempo, as nanopartículas libertem de forma controlada novos ‘flavours’ e, em simultâneo, aumentem nos alimentos funcionalidades antioxidante, antifúngica e antimicrobiana.

Vinagrete de laranja e pickles de pêra-abacaxi agridoce são os dois novos produtos propostos por investigadores da Escola Agrária de Santarém, do Instituto Politécnico de Santarém.

Dois inovadores produtos ‘gourmet’ que se diferenciam dos que já existem no mercado. O vinagrete de laranja oferece um sabor frutado, fresco e levemente picante ou ácido do vinagre e os pickles de pêra-abacaxi, cuja fruta pode ser consumida e a infusão utilizada como vinagre de mesa.

Também do ponto de vista tecnológico, surgem alguns projetos inovadores direcionados para a indústria agroalimentar. Investigadores do Instituto Politécnico de Bragança propõem a utilização da irradiação para esterilizar, desinfestar e aumentar o tempo de vida da prateleira da castanha.

Uma nova solução industrial essencial para garantir a exportação de castanha para outros países europeus, já que desde 2010 a União Europeia proibiu a fumigação química com brometo de metilo, enquanto método de eliminação de insetos na castanha, por ser prejudicial para a saúde humana.

Do Centro Tecnológico TECNOVA, em Espanha, os investigadores propõem uma nova tecnologia para uso da radiação ultravioleta C (UVC) por forma a reduzir a carga microbiana superficial de frutas e hortaliças, ao mesmo tempo que fomenta a biossíntese de antioxidantes e melhora a firmeza pós-colheita.

Os investigadores propõem a utilização de um equipamento tipo túnel a ser incorporado no final das linhas de tratamento para que os produtos possam ser submetidos à luz UVC. Por enquanto, os cientistas fizeram experiências com sucesso em alimentos como beringela, pimento, tomate, abobrinha e limão.

Inibir o abrolhamento de tubérculos de batata através de tratamentos de alta pressão, como alternativa a tratamentos químicos e temperaturas inferiores a dez graus centígrados, é o projeto apresentado por investigadores da Universidade de Aveiro.

Os cientistas indicam que obtiveram resultados positivos já que o método permitiu retardar o abrolhamento de tubérculos de batata e, consequentemente, aumentar o tempo de armazenamento em boas condições, mas sublinham que esta é uma tecnologia que poderá ser usada em outros produtos como a cebola.

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