 |
|
|
 |
 |
|
|
 |
TIC exigem alterações nos métodos de ensino e aprendizagem |
 |
08-12-2009
|
|
 |
|
 |
|
| © TV Ciência |
|
Os computadores já estão nas escolas superiores e nas secundárias há alguns anos, mas agora invadiram também as escolas do ensino básico. Uma invasão que coloca em equação novas formas de ensino e de aprendizagem.
|
 |
Alguns interrogam-se sobre: Que impacto terá na educação este novo instrumento? Qual o papel do professor quando o aluno tem acesso a fontes de informação tão diversificadas? O que é que tem de mudar para que a escola se adapte a um realidade em constante mutação? Há mesmo quem afirme que, em breve, o centro de ensino será o computador e o professor um mero gestor de recursos.
Há alguns anos atrás os computadores eram usados pelos estudantes como objecto de estudo ou máquinas de cálculo, mas hoje, os computadores são instrumentos de base para a aprendizagem.
A capacidade do computador, enquanto ferramenta no processo escolar, está a levar a repensar todas as metodologias de ensino e aprendizagem.
Especialistas nacionais e internacionais reúnem-se em Lisboa, com o objectivo de debater a imersão das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação e, neste caso, o papel dos diversos agentes no processo.
«O papel das escolas e dos professores é um papel insubstituível, é o papel do adulto que detém competências e saberes profissionais e disciplinares particulares, e que são absolutamente essenciais na orientação, de todo o processo de ensino e de aprendizagem, dos alunos com e sem tecnologias de informação e comunicação. E não podemos imaginar um mundo, em que as crianças todas têm o seu computador portátil, acesso à internet, e isso se passa sem um enquadramento da escola e sem um enquadramento dos professores», afirma Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação.
A dinâmica do ensino alterou-se com as TICs e os desafios da aprendizagem e das competências, estão agora repartidos entre alunos e professores.
«Eu estou convencida que ao nível básico, todos os professores têm competências em tecnologias de comunicação e informação. Não apenas, porque em todas as escolas há computadores, internet, há muitos anos, há mais de 10 anos. Como mais de 80 mil professores beneficiaram do acesso a computador portátil, no programa e-escolas e e-professores. E portanto, hoje, naturalmente toda a actividade da escola requer o uso desses meios, mesmo que, a níveis elementares e todos os professores usam. Depois, o uso em sala de aula, e o desenvolvimento de instrumentos de ensino a partir destes meios, são competências de uma outra complexidade, e que gradualmente, o nosso objectivo é que, se estendam a todos os professores», explica Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação.
As tecnologias deixaram de ser simples instrumentos, mas influentes métodos pedagógicos que levam a um repensar da ligação entre escola, aluno e professor.
Uma área que leva as empresas de tecnologias de Informação: Microsoft, Cisco e Intel a desenvolver um estudo em cinco países.
«O maior problema que temos agora é a forma como ensinamos e as competências de ensino. Em muitos casos não têm nada a ver com as necessidades dos empregos no mercado de trabalho. Portanto, este estudo decidiu fazer isso. Decidiu assegurar que os currículos são mais alinhados com as competências do século XXI. Mas não apenas o alinhamento mas também sobre como podemos avaliar, quais são os métodos de avaliação», refere Orlando Ayala, Vice-Presidente Sénior Microsoft Cooperation.
Para este especialista, Portugal está num bom nível de inserção das Tecnologias de Informação e Comunicação na educação.
«Portugal vai estar a liderar, eu diria em termos de comparação em computação. Em termos de pensamento não só em termos da máquina mas também de como se formam professores, cria-se um ambiente da escola que é possibilitado através da tecnologia. Portugal vai ter um papel muito importante», adianta Orlando Ayala, Vice-Presidente Sénior Microsoft Cooperation.
O conceito de escola sem paredes é agora um desafio, não para os políticos ou os professores, mas para empresas como a Microsoft.
«Portanto, penso que a pergunta chave é como motivamos uma nova geração de miúdos que estão a crescer com a internet, computadores, telefones, jogos e como traduzimos isso para o aspecto educacional diário? Isso tem de ser feito com a escola mas também tem de ser feito fora da escola», afirma Orlando Ayala, Vice-Presidente Sénior Microsoft Cooperation e adianta «Portanto vejo o relacionamento humano, a forma como os miúdos se relacionam com a informação e o conhecimento, é uma parte muito importante e é nisso que a Microsoft está a investir. Nós investimos 9 mil 500 milhões de dólares – 9.5 mil milhões de dólares americanos – em investigação e desenvolvimento».
Em Portugal, 97% dos jovens entre os 10 e 15 anos usam computador e destes 93% acedem regularmente à internet.
E, ao se atingir o objectivo de em 2010 haver 1 computador por cada 2 alunos, Portugal fica alinhado numa estratégia para uma nova visão sobre a educação neste início do século XXI.
|
|
 |
|
 |
|
|
|
 |
| |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
|
 |
 |
 |
|