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Filme ‘Oceanos’: a parceria com os satélites da ESA |
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22-02-2010 18:41
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Jornalista: Lúcia Vinheiras Alves / Imagem e Edição: António Manuel |
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A monitorização dos oceanos através de satélites está em curso na ESA. Um trabalho fundamental para melhor compreender o impacto no clima e na biodiversidade. Uma imagem que nos é dada pelo filme ‘Oceanos’.
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Os oceanos ocupam a maior parte do nosso planeta Terra. Palcos de lendas, mistérios, caminhos de aventuras, de heroísmo mas também de riquezas. É toda esta diversidade que o realizador Jacques Perrin transpôs no filme – ‘Os Oceanos’.
«Eu apercebi-me que o melhor observatório dos oceanos» são os satélites, afirma Jacques Perrin, realizador e produtor do filme ‘Oceanos’ e explica que «porque os oceanos é das coisas boas da infância e desde sempre sonhamos com o mar. Eu sempre sonhei com o mar, e qual seria a melhor forma de mostrar isso do que fazer um filme. Mas a melhor forma de observar é por satélite sobre o planeta e isso muda tudo».
Depois de ter filmado o ar para nos fazer sentir como pássaros e as profundezas subterrâneas para revelar os segredos dos insectos, o realizador francês Jacques Perrin leva-nos agora para as profundezas do oceano.
Para obter estas imagens espectaculares, Perrin passou vários anos a investigar e a filmar, acumulando centenas de horas de material em vídeo. A beleza do mar foi a sua inspiração, mas no Espaço ele encontrou o melhor aliado.
«A partir dos satélites da Agência Espacial Europeia (ESA) actualmente temos outra visão e é isso que mostramos no filme. Mostramos este olhar a interrogar os oceanos, e não apenas os oceanos, a interrogar o Homem sobre o que faz aos oceanos. E quanto às correntes, esses lindos rios, o oxigénio no mar que traz também poluentes, mas isso não é tudo. Não são apenas os estragos, também mostramos a beleza, a salinidade, o movimento das correntes… ver tudo isso do céu é como estar num balcão celestial, como Deus a observar o drama do seu lindo planeta», explica o realizador.
A ESA tem um importante papel no novo filme de Perrin e na compreensão e protecção dos oceanos. É graças às missões de Observação da Terra da ESA e constantes medições tiradas por satélites como o de Medição da Hidratação do Solo e da Salinidade do Oceano (SMOS), que podemos agora avaliar factores como humidade do solo, salinidade oceânica e temperatura à escala global.
Este conhecimento ajuda os cientistas a compreenderem melhor a circulação oceânica e, desta forma, a melhor explicar ou prever o nosso clima.
Mas os satélites apenas podem dar medições e não soluções. Podem apontar o surgimento de ilhas de plásticos no meio do Pacífico, mas não podem limpar os nossos oceanos. Com este novo filme ‘Oceanos’, Perrin pretende consciencializar e chamar a atenção para o problema.
«O que precisamos agora é que sejam tomadas decisões», afirma Jacques Perrin e adianta que «o que precisamos agora é uma força de protecção do mar, para que todos compreendam que tratar o mar desta forma não faz sentido. Todos têm de compreender isso».
A poluição e sobrepescas estão a pôr em risco a diversidade dos oceanos. As lindas imagens, capturadas pela câmara de Perrin, mostram um exuberante ecossistema, mas mostram também o quanto frágil é.
«Quando vemos tal exuberância, tal diversidade, a incrível beleza destes animais, que são tão magníficos, que são a maravilha da natureza, percebemos também quanto são frágeis», refere e conclui o realizador francês.
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